segunda-feira, 27 de abril de 2009

SMEC - ITAGUAÍ - RJ - Apresenta: Profª:: Edínia Marques de Ataídes Esteves. Diretora e aluna do Curso do Conselho Escolar.

E. M . Dr. JORGE ABRAHÃO





ALUNA: Edínia Marques de Ataídes Esteves

TURMA: 3


TUTORA: Denise Fetter Mold




ATIVIDADE: 2ª Atividade do Caderno 3



Nossa escola está localizada numa zona rural. E nossa comunidade tem características bem comuns de comunidades rurais, onde poucos conseguem ter uma visão de futuro fora da localidade. A produção agrícola não mais é suficiente para a manutenção das famílias e se restringem aos poucos produtores, um número mínimo proprietários e trabalhadores sem os direitos trabalhistas, e com um salário abominável. As famílias são conformadas, sem perspectivas, os filhos sem objetivos ou sonhos.
Não existe o Ensino Médio na localidade, e a dependência de pagamento de transporte dificulta muito a freqüência em outro bairro próximo, daqueles que despertam para a necessidade de continuar os estudos.
Analisando nosso contexto político e econômico, observo que de um modo geral nossa comunidade está à parte de toda mudança que nosso município vem sofrendo e que ainda vai sofrer devido à construção do Porto de Itaguaí em nossa cidade, com surgimento de novas oportunidades de trabalho e melhora da qualidade de vida.
Não existe a valorização do estudo como primordial para uma realização futura. Aliás, não existem objetivos fora da comunidade. Poucas são as famílias que valorizam ou investem na formação educacional dos filhos. Algumas até impedem que isso aconteça.
Nossa escola a partir desse ano passou a atender aos alunos do 6º ao 9º ano. Nossos novos clientes mudaram nossos objetivos que mudaram nossa Missão e Visão. Estamos em plena reformulação.
Professores, funcionários, alunos e comunidade, todos juntos, com a mesma preocupação de sermos um canal para a transformação das visões de mundo desses adolescentes e famílias, estamos reformulando o PPP, objetivando a conscientização e despertar para a nova realidade que vivemos, através de projetos e parcerias que promovam oportunidades de mudanças.
Sabemos que a luta vai ser grande, porém, sabemos que está em nossas mãos a responsabilidade da transformação educacional..


Segunda Atividade do Caderno 4


A Escola Municipal Doutor Jorge Abrahão iniciou as atividades com o 2º segmento apenas neste ano, deixando de atender o 1º segmento. Todos, Conselho Escolar, professores, funcionários e direção estão envolvidos num processo de diagnostico e de replanejamento. Com a nova clientela mudam-se os objetivos e as estratégias de ações. Depois de identificarmos o potencial, as expectativas, e as necessidades de nossa nova comunidade escolar, através de observações, reuniões com representantes de turmas, pais, professores e funcionários, levantamentos de sugestões através de pesquisas, o Conselho Escolar juntamente com a Equipe Pedagógica, elaborou um plano de ação o qual proporciona ao aluno ocupar o tempo ocioso no contra-turno com atividades esportivas como vôlei, futebol, xadrez e ping-pong (escolhidos pelos alunos). Estas atividades estarão sendo administradas pela escola, porém, treinadas por voluntários da comunidade. Os ensaios dos grupos de Teatro, Coral, e Dança também serão realizados no contra-turno em dias alternados. Estando localizados em uma zona rural, a maioria de nossos alunos depende de Transporte Escolar, então optamos por um horário em que o aluno tenha condições de participar das atividades que desejar: os do 1º turno, saindo um pouco mais tarde, e os do 2º turno, chegando um pouco mais cedo nos dias de atividades extras. Dentro do plano de ação também está inserido a proposta sugerida pela comunidade escolar de cursos profissionalizantes para os alunos como informática, manicure, corte de cabelos, pintura em tecidos, artesanato, etc. Estamos em processo de busca de parcerias. Foi muito significativa à observação da grande necessidade do aluno de estar na escola, de ocupar o tempo ocioso, pois em nossa comunidade não existe nada, nem praças, nem instituição que venha oferecer alternativas para esses alunos.



DEVER DE TODOS.


Situando as questões educacionais, não podemos entender, a qualidade da educação senão em uma ótica cujo foco seja a responsabilidade de criar situações para todos os indivíduos alcançarem melhores condições de vida e participarem de forma consciente na construção de uma sociedade mais justa, mais humana e mais democrática. Lutar para uma educação “eficaz” ao contexto histórico representado por todos os avanços trazidos pelo mundo do conhecimento. Que o acesso a esse “saber” deve ser comum a todos. Construindo instrumento facilitador para o mundo do trabalho e para a consolidação da cidadania.
Uma educação que seja capaz de ajudar a transformar as condições sociais em que vivemos, possibilitando a construção de um país justo, solidário, sem miséria, sem violência e sem corrupção, respeitando o cidadão.
Acreditando no Conselho Escolar, que tem por objetivo marcante a valorização educacional.


Levando-nos a compreensão e garantia de uma educação eficaz no desenvolvimento de um trabalho sério por nossas escolas, para efetivação do princípio constitucional da gestão democrática da educação pública.
Assim, o Conselho Escolar mostra uma democracia participativa como critério para desenvolver competências atribuídas aos órgãos de deliberação coletiva, instituindo como mecanismos à gestão democrática do ensino. Seguindo critério para desenvolvimento das competências a partir dos significados dos verbos usados, dotando-se para:


Decidir, deliberar, aprovar, elaborar, opinar, discutir, participar,


fiscalizar, acompanhar, supervisionar, apoiar, avaliar, promover,


estimular, ...




Por: : Edínia Marques de Ataídes Esteves



Parabéns professora - Diretora Edínia pela brilhante participação!!!!





sábado, 25 de abril de 2009

SMEC - ITAGUAÍ - RJ - APRESENTA: CONSELHO ESCOLAR EM AÇÃO NA E. E. M. PEDRO ANTONIO DE AGUIAR.

CONSELHO ESCOLAR 2009








“Experiências Exitosas”.



Situação problema:
O acesso de alguns alunos a unidade escolar, tendo em vista, a distância do deslocamento e de não haver outra próxima as suas residências.
Segundo a legislação – Constituição 1988 – O art. 205 afirma que “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. A LDB - Lei de Diretrizes e Bases (Lei 9394/96), o PNE - Plano Nacional de Educação, aprovado em 2001, e o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente, além de uma legislação nacional, podem-se destacar também as Constituições Estatuais e Leis Orgânicas dos Municípios. A situação foi resolvida com um transporte escolar oferecido pela Prefeitura Municipal desta cidade.

Situação - problema - Algumas pessoas da comunidade nos procuraram para matricularem seus filhos na nossa escola, mas nos deparamos com um caso diferenciado destas duas famílias que impediam estas matrículas. Relataram-nos que seus filhos não eram registrados não possuiam o Registro Cívil.
Segundo o que foi apurado nesta transição citaremos: A Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948, pela Organização das Nações Unidas, Constituição 1988 – Carta Magna do País, o Estatuto da Criança e do Adolescente. Tal situação encontra-se em âmbito federal ( justiça) para a plena solução da questão.


Situação - problema - Alunos nossos apresentaram problemas de saúde, contraíram sarna e não recebiam nenhum tratamento por parte da mãe (responsável). Devido à enfermidade ser contagiosa os mesmos foram afastados das atividades escolares.
Segundo a Legislação: O ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente, a Constituição 1988, além de uma legislação nacional, podem-se destacar também as Constituições Estatuais e Leis Orgânicas dos Municípios. Esta situação teve um desfecho positivo através de orgãos do nosso próprio município.



Experiências Exitosas



Situação problema:
O acesso de alguns alunos a unidade escolar, tendo em vista, a distância do deslocamento e de não haver outra próxima as suas residências.
Em visita a estes alunos detectamos a situação e a veracidade do caso, através do cálculo da quilometragem foi detectada a difilculdade de acesso a escolarização tendo em vista que a infrequência será um fator que dificultará a aprendizagem destas crianças que também nas intempéries do clima, surgiram inúmeras faltas, pois a estrada tem muita lama e escorregadia, difícil de trafegar. Após todas as considerações, o grupo visitador, instituído pelo Conselho Escolar, passou para as informações coletadas em reunião e em discussão foi decidido que a primeira providência seria a confecção de um relatório para ser encaminhada a Secretaria de Educação e Cultura, solicitando que sejam tomadas as devidas providências. Este fato foi solucionado prontamente pela Prefeitura, através da pessoa da Secretária Municipal de Educação e Cultura que não mede esforços na solução de qualquer problema que envolva nossos alunos.

Situação - problema - Algumas pessoas da comunidade nos procuraram para matricularem seus filhos na nossa escola, mas nos deparamos com um caso diferenciado destas duas famílias que impediam estas matrículas. Relataram-nos que seus filhos não eram registrados e então a gestora da unidade, em entrevista a estes pais, verificou que em um dos casos seria mais fácil solucionar, pois os pais tinham a declaração de nascido vivo das três crianças e possuiam seus documentos para efetivar o registro de forma normal. Mesmo estas declarações estivessem danificadas a gestora disponibilizou junto a Secretaria de Educação e Cultura, um automóvel para levar esta mãe aos hospitais de nascimento de seus filhos e solicitar a 2° via dos documentos. Enquanto aguardavam acionou o conselho tutelar para obter uma autorização provisória para as matricularem as crianças e por a situação da outra família para ser resolvida por ser mais complexa, em virtude da mãe também não possuir registro cívil, então a família foi encaminhada ao Serviço Social do Município que junto com o Conselho Tutelar tenta ao Ministério Publico a solução deste assunto. O que nos deixa muito satisfeitos é que estas crianças são nossos alunos desde então e são ótimos alunos e muito felizes por não serem mais excluídos de seus direitos universais. E o exemplo que nos deixa com mais gana é de uma destas crianças que ingressou pela primeira vez aos doze anos, ao universo da escolarização. Isso ocorreu em 2008 e hoje por sua força de vontade e o empenho de todos ele encontra-se hoje alfabetizado.

Situação - problema - Alunos nossos apresentaram problemas de saúde, contraíram sarna e não recebiam nenhum tratamento por parte da mãe (responsável). Devido à enfermidade ser contagiosa os mesmos foi afastados das atividades escolares e o grupo visitador os estava assistindo, para verificar se a mãe estava oferecendo aos filhos os cuidados necessários para a cura. Então infelizmente nada estava sendo feito e em reunião o conselho escolar, decidiu resolver esta situação para que os alunos não sofram mais tendo em vista, que todos os familiares estavam com o mesmo problema de saúde.
Então a gestora, contatou a Secretaria de Saúde do município e pediu ajuda para a solução deste fomos atendidos com um desfecho onde nossas crianças e toda a família foram retirados de sua residência em veículo do município até um posto de saúde, foram atendidos e receberam toda a medicação necessária para o tratamento e a responsável recebeu todas as informações e procedimentos médicos para que toda a família fosse curada. Além de aconselhamento por parte da gestora escolar que esse tratamento teria que ser feito corretamente para que o caso não fosse encaminhado a outras autoridades, pois séria detectada como maus tratos aos menores que estão sob a sua responsabilidade.
Continuamos a acompanhar está família e no período estipulado pelo médico ela já estavam curadas e de volta a escola. Continuamos dando assistência a esta família, assim como se faz necessário.



Por: Diretora: Profª - Jaqueline S. dos S. Ferreira

sexta-feira, 24 de abril de 2009

SMEC - ITAGUAÍ - RJ - APRESENTA: PRIMEIRA MOSTRA - 2008 - INFORMÁTICA EDUCATIVA.

Aos demais membros do Conselho Escolar que compõem as Instituição, caros colegas educadores, diretores, coordenadores, supervisores, apoio, etc.Toda escola tem um fim, Educar, educação esta que não se restringe único e exclusivamente a conteúdos contido em livros didáticos, ela se compõem de todo um conjunto, cujos elementos cada qual com o seu papel, sabemos que na verdade a escola não é um mero instrumento repassador de conhecimentos teóricos, nela apreendemos sem que nos percebamos a real importância do saber formal e informal, que Também tem um papel fundamental na formação do cidadão para a vida lá fora, nela passamos boa parte de nosso tempo,. Temos como principal elemento formador de opiniões os professores, que desempenham seus papéis de mães ou pais, psicólogos,amigos e mestres.É com bastante emoção que consagramos este momento como um dos mais que ficará gravado em nossas reminiscências. E somos conscientes de que ainda existem inúmeras batalhas a percorrer, temos que preparar nossos educandos para o segundo grau pela frente e posteriormente uma Universidade, onde iremos dar um primeiro passo para vida profissional dos nossos alunos, portanto só temos a agradecer a todos que fizeram desta primeira mostra de informática um lar coletivo, onde todos de forma direta ou indireta colaboraram para esta conclusão e inicio de mais uma etapa de sucesso.





















E.E.M.CARMEM MENEZES DIREITO





DIREÇÃO: CLAÚDIA LÚCIA O. DA SILVA




ADJUNTA: LÚCIA BARROS


























E.E.M. CHAPERÓ





DIREÇÃO:MARLEIDE A. DE O. MINOMO





ADJUNTA:ANA MARIA VIANA SOARES


























E.M.FUSÃO FUCAMATI




DIREÇÃO:FRANCISCO CÉSAR MOUTINHO PEREIRA




ADJUNTA: RONÍSIA MACHADO DA SILVA

















E. M. PROFª. MARIA GUILHERMINA DE SOUZA FREIRE






DIREÇÃO: SÔNIA MARIA BATISTA DA SILVA





ADJUNTA: LUCIENE VIEIRA





















C.M. SENADOR TEOTONIO VILELA.




DIREÇÃO: MARIA DAMIANA E S. VARELLA.




ADJUNTA: JUSSARA CASTILHO DE S. LIMA





Ser professor




É despertar a magia do saber é abrir caminhos de esperança desvendar o mistério do cálculo da fala e da escrita.É criar o real desejo de ser. É promover o saber universal especializar políticos,médicos, cientistas, técnicos, administradores, artistas... É participar profundamente do crescimento social... É trabalhar em grande mutirão lançando as primeiras bases que transformarão idéias em projetos executados em terra firme ou em imensidão. É não se dar conta da amplitude de um trabalho que é missão mover o mundo através do operário ou presidente que um dia passou por sua mão.


POR: Valéria Walchan


COORDENADORA DE INFORMÁTICA












SMEC - Itaguaí - apresenta Profª: Valéria Walchan: Curso do Conselho Escolar 2008/2009.

COORDENADORA DE INFORMÁTICA DO MUNICÍPIO.


Valéria Walchan
Turma : 39
Tutor(a) : Mara Dalila Silva Damasceno


PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO


O Projeto Político Pedagógico de uma Instituição Educacional, nada mais é que uma reflexão sobre suas práticas pedagógicas, já vividas, e o repensar do que precisar ser modificado, e o que deu certo. È um novo traçado, fazendo-se um paralelo entre o que é e o que desejamos que seja. Sua função é ser o norteador, a bússola da Unidade Escolar.
Para que o PPP aconteça efetivamente e seja considerado como bússula, é necessário que seja elaborado com a participação efetiva de todos: a escola e seus segmentos, comunidade , representada pelo Conselho Escolar, de forma organizada e embasada na realidade escolar, tornando-se assim, a cara da escola.
Partindo-se da premissa de que foi elaborado por todos, em uma ação participativa, geradora de sugestões, críticas e posturas, não se entende que possa existir divisões, onde um planeja e outro executa. Todos envolvidos, planejando, buscando soluções para que haja, realmente, uma responsabilidade e o compromisso com a educação.
Responsabilidades divididas, sim. Mas, com objetivo e compromisso, único: Educação de qualidade.
Pode-se concluir que, o PPP construído com a participação de todos, consegue ser executado com maior facilidade e tem maior êxito. Não podemos deixar que o PPP seja somente mais um documento elaborado como obrigações da Escola, e sim acreditarmos que construímos a “várias mãos” um orientador, para a caminhada da Escola, rumo ao sucesso.




Valéria Walchan - Turma: 39



Feedback da Tutora:
Mara Dalila Silva Damaceno
Excelente desempenho na atividade! Nota 95

SMEC - Itaguaí -RJ - Apresenta - Profª / Diretora: JACQUELINE SILVA DOS SANTOS FERREIRA. CURSO: CONSELHO ESCOLAR.

E. E. M. PEDRO ANTONIO DE AGUIAR.







DIRETORA: PROFª JAQUELINE S. DOS S. FERREIRA







Cursista: Jacqueline Silva dos Santos Ferreira
Turma: E (CE FASE 2)
Tutora: Cláudia Gomes da Silva Babinski




















A importância do envolvimento dos segmentos relacionados com administração escolar,Pessoal de Secretaria, Merendeiras, Vigias, Pessoal de Limpeza, outros.

A participação destes segmentos é um direito legítimo,inclusive nas decisões do seu ambiente de trabalho. E essencial e imprescindível ouvir estas pessoas que além de serem nossa força de trabalho conseguem ver atrás dos "bastidores", fato que nem sempre é perceptível aos olhares da direção e do corpo docente. Todos somos educadores e para tal agentes de transformações, de mudanças... Como queremos uma gestão democrática se excluímos... E para termos um Conselho Escolar de "Verdade" a palavra de ordem tem que ser Incluir... Nosso conselho Escolar tem em seu regimento a constituição de conselheiros de todos estes segmentos e de outros não mencionados. E após a criação do Conselho Escolar e desta participação, a escola tem outro valor para eles, pois tem o direito a opinarem e suas sugestões são ouvidas e quando são colocadas em prática. A experiência de vida e o conhecimento da comunidade. Foi de suma importância ao convidarmos representantes da comunidade que eram conhecidos destes nossos funcionários. Bem assim pudemos tê-los como referencia para estas pessoas que antes nunca tinham sido convidados para nenhuma formação de órgãos colegiados pela nossa escola. Concluo que só tivemos até o presente momento benefícios com o envolvimento destes segmentos.













percebemos a grande importância da união da equipe e que poucas são as suas particularidades, pois caminhamos para uma gestão muito mais democrática e oportunizadora de crescimento para todo o coletivo. Hoje nos sentimos mais fortalecidos, pois podemos partilhar todas as nossas dificuldades e realizações.






A IMPORTÂNCIA DO CÍRCULO DE CULTURA.




Os instrumentos que devem nortear os Círculos de Cultura no trato da identificação de problemas e na busca de soluções. E tais são divididos em três momentos:






Investigação - momento no qual se levantam as situações-problemas;






Tematização - momento no qual se discutem as situações-problemas, situando-as no seu contexto e buscando ampliar a compreensão do problema;






Proposição - momento no qual se definem as alternativas de solução ou projeto de ação a ser empreendido.




O Conselho Escolar discutiu a temática apresentada e por unanimidade optou pela Proposição, pois nos remete a pôr em prática o que foi investigado e discutido pelo conselho nos tornando mais engajados e próximos de nossa comunidade. Mostrando as partes interessadas que essa parceria nos torna fortes e entendedores de que crescemos com a diversidade e a com os pontos positivos e negativos, que podem surgir nesta busca pela melhoria do nosso grupo e de toda a coletividade. E quando as questões necessitam do poder público, o mesmo é acionado e prontamente até o presente momento somos atendidos com presteza ou encaminhados a quem é de competência solucionar.













"Comentando o Caderno nove do Conselho escolar"



Estava aguardando com muita ansiedade este caderno, pois atuo como profissional de educação numa escola rural e gostaria de entender todas as questões que envolvem esta temática. No meu município não há diferenciação somos tratados como todas as demais escolas. Nossos alunos tem todos os recursos que os da área urbana. Não há divisão, somente a geográfica e a relativa forma peculiar de viver ligado a natureza e as coisas simples da vida. Sem deixar é claro de ter acesso a modernidade e a tecnologia.Também sei infelizmente esta realidade não ocorre em outros estados e municípios o que muito nos deixa penalizados. Mas a mudança tem que ocorrer do executivo do nosso país para então todos se tornarem co-responsáveis por estas ações que irão dar iguais direitos as escolas do campo não para competir e sim para agregar as urbanas todos os conhecimentos que ambas possuem para uma educação transformadora e democrática. Será que é porque o campo não dá a visibilidade necessária para se alcançar outros interesses???




Comentem!!!!!!




Parabéns profª Jaqueline por sua brilhante participação!!!!

terça-feira, 21 de abril de 2009

SMEC - ITAGUAÍ - RJ - APRESENTA: Profª atuante no Curso de Extensão a Distância Formação Continuada em Conselhos Escolares.

E.M.OSCAR JOSÉ DE SOUZA


RUA LÚCIA TIEME HARA - s/n° PONTE PRETA - ITAGUAÍ -RJ









Aluna: Maria Margarida Santos Lima
Curso: Conselho Escolar
Tutora: Mariana Nepomuceno


A participação do Conselho Escolar está sendo implantada de maneira bem expressiva, uma demonstração desta realidade é “A Escola Aberta”, onde se tem um espaço para a comunidade que ali está no entorno dela.
Tenho associado também a estas minhas pesquisas sobre a atuação do Conselho Escolar em nossa escola as vivências em muitos projetos que são experimentados com a comunidade.
Tendo também que enumerar algumas ações que demonstram estes episódios:

I-Participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto político pedagógico da escola;
II - Participação das comunidades escolar e local em Conselhos Escolares ou equivalentes.

Os conselhos Escolares foram fortalecidos e contam com a participação direta de pais, profissionais, alunos, da comunidade escolar como um todo, o que possibilita maior autonomia pedagógica e administrativa nas escolas, no entanto percebe-se que a Educação Infantil ainda não conta com a gestão democrática e que mesmo tendo a participação direta dos profissionais e da comunidade escolar na elaboração do seu Regimento e do projeto político pedagógico, ainda não realizam a eleição para diretor, coordenador pedagógico e não possuem conhecimento sobre os Conselhos Escolares e as formas para a implantação, ou seja, não contam com o mesmo atuante e participativo, estando ainda em processo de formação e também de atuação.
Por esse motivo não houve uma sensibilização de fato para que o Conselho funcione em sua totalidade.
Este curso que estamos realizando é de fundamental importância para a capacitação dos conselheiros, pois através desta poderemos transformar esta visão existente nas nossas escolas.

Após leitura, concluo que o proposto na constituição, na LDB e no PNE esta em vigor neste município e que aplicabilidade da legislação Federal é uma realidade, alem dessas documentações que os conselhos deste município possuem o seu próprio ESTATUTO, registrado em cartório na qual da legalidade junto as demais legislações em vigor, consta nos regimento escolar e no Projeto Político Pedagógico das escolas tanto da rede municipal como estadual.
O artigo 211 da constituição Federal expressa que união, os Estados, o Distrito Federal e os municípios organizarão em regime e colaboração seus sistemas de ensino. Sendo assim, a secretaria de educação Básica do Ministério da Educação, por meio de Coordenação-geral de Articulação e Desenvolvimento dos Sistemas de Ensino, resolve criar, mediante a portaria Ministral n. 2.896/2004, o PROGRAMA NACIONAL DE FORTALECIMENTODOS CONSELHOS ESCOLARES. Esse programa visa desenvolver ações de fomento à implantação e ao fortalecimento de Conselhos Escolares nas escolas publica de educação básica.


Por: Profª: Maria Margarida Santos Lima


Parabéns professora!!!

A SMEC agradece por sua brilhante participação.

"Esse curso tem como objetivo desenvolver competências e qualificar a atuação de técnicos das Secretarias Estaduais e Municipais de Educação na promoção de ações para a formação continuada de conselheiros escolares. Nesse sentido, os técnicos estarão habilitados para atuar nas escolas e com a sociedade na disseminação dos temas abordados no material didático-pedagógico do Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares"



Maria Margarida,Parabéns, sua participação foi excelente. Você desempenhou a atividades com atenção, foi participativa, teve curiosidade em seus acessos à plataforma.

Continue sendo uma importante colaboradora para este curso e para a educação brasileira!

Tutora do Conselho Escolar: Mariana Nepomuceno






segunda-feira, 20 de abril de 2009

SMEC - ITAGUAÍ - APRESENTA - Em destaque Ações e Pontos Fundamentais da Educação de Itaguaí.















Diretora: DGE Profª.: Cristiane Regina de Fátima Fiorotti




Coordenadora de Artes / C E. Profª. Eliete Gomes


a) A importância do Conselho Escolar nas escolas;


b) A escola como espaço do exercício do direito da cidadania;



c) Organização da escola e do tempo pedagógico “considerando” a participação do Conselho Escolar no processo educacional;



d) Qualidade do ensino e a organização educacional;



e) Forma avaliativa;



f) A importância da LDB (Leis de Diretrizes e Bases);



g) A importância do projeto político-pedagógico da escola;



h) Estratégia do tempo da recuperação para o educando aprender;



i) Em destaque de excelência: “Fala escola”;



j) Tempo escolar - mediação pedagógica consciente e significativa para toda vida;



k) Como a escola assegura a progressão dos educandos.




“Educar é gerar modificações significativas nos padrões de comportamento dos educandos, é promovê-los a pessoa, a emancipar e provocar o ensino...”




Muito se tem falado sobre a necessidade da melhoria na qualidade da escola é sobre o verdadeiro significado dessa “qualidade” que retomei o estudo das atividades avaliativas do Conselho Escolar nos cadernos anteriores.
Julgamos considerarmos, primeiro que tipo de mundo e de sociedade construímos até aqui. Será difícil não vermos que, ao lado das fronteiras da tecnologia que remetem o homem ao extraordinário avanço da ciência, convivemos ainda com questões não resolvidas como: fome, pobreza e desigualdade social. Para alguns grupos sociais ainda persistem problemas que dizem respeito à própria sobrevivência humana como: alimento, moradia, saúde e educação.



Situando as questões educacionais, não podemos entender, a qualidade da educação senão em uma ótica cujo foco seja a responsabilidade de criar situações para todos os indivíduos alcançarem melhores condições de vida e participarem de forma consciente na construção de uma sociedade mais justa, mais humana e mais democrática. Lutar para uma educação “eficaz” ao contexto histórico representado por todos os avanços trazidos pelo mundo do conhecimento. Que o acesso a esse “saber” deve ser comum a todos. Construindo instrumento facilitador para o mundo do trabalho e para a consolidação da cidadania.
Uma educação que seja capaz de ajudar a transformar as condições sociais em que vivemos, possibilitando a construção de um país justo, solidário, sem miséria, sem violência e sem corrupção, respeitando o cidadão.
Acreditando no Conselho Escolar, que tem por objetivo marcante a valorização educacional.




Levando-nos a compreensão e garantia de uma educação eficaz no desenvolvimento de um trabalho sério por nossas escolas, para efetivação do princípio constitucional da gestão democrática da educação pública.
Assim, o Conselho Escolar mostra uma democracia participativa como critério para desenvolver competências atribuídas aos órgãos de deliberação coletiva, instituindo como mecanismos à gestão democrática do ensino. Seguindo critério para desenvolvimento das competências a partir dos significados dos verbos usados, dotando-se para decidir, deliberar, aprovar, elaborar, opinar, discutir, participar, fiscalizar, acompanhar, supervisionar, apoiar, avaliar, promover, estimular, ...



Torna-se necessário refletir constantemente a prática pedagógica na realização de uma educação verdadeiramente democrática e de autonomia plena, na realização de projetos pedagógicos coletivamente construídos, a integração entre os segmentos, supervisão, coordenação, direção, etc... Com o propósito único em prol de uma educação comprometida com a construção de uma sociedade mais justa.




Como em todo processo gradativo, encontramos falhas e acertos que perpassam as diversidades culturais e ideológicas. Diferentes pensamentos que se expressam quando o assunto é melhoria da qualidade da educação. É em respeito a essas diversidades que o conselho escolar tem somado esforços, buscando em parceria com outros órgãos, o aperfeiçoamento da qualidade na educação.
Nesse contexto, destacamos a importância da participação dos educadores, pais de alunos, enfim, a comunidade. “Uma escola de qualidade só é possível com a união de todos.” Para ir em busca dessa qualidade, um bom começo é fazer uso de “idéias” já consagradas nas propostas metodológicas, na valorização dos educadores, o que implica o reconhecimento de uma condição de sujeitos na construção do conhecimento, que conduz ao seu importante papel de mediador entre o educador e o conhecimento, valorização da comunidade, o que implica levar em conta o entorno sócio cultural em que os alunos se desenvolvem. É importante dialogar e tomar como ponto de partida o saber dos educandos, o que já trazem como contribuição do seu saber, de sua experiência de vida e da experiência dos adultos de sua comunidade.




Aos poucos, estamos aprendendo que não basta apenas nos preocuparmos como os conhecimentos, embora reconheçamos que estes são fundamentais. Há cada vez mais educadores convictos de que os conhecimentos escolares, ou seja, aquilo que é apropriado pelo educando na escola é resultado do trabalho, como os conteúdos conceituais. Os procedimentos para aquisição de habilidades e estratégias cognitivas necessárias para se conhecer a realidade. Se acreditarmos que se preparar para exercer a cidadania implica participar ativamente, então uma verdadeira cultura participativa deve ser posta em ação na escola.
Em destaque e refletindo o caderno IV (Pág. 21) afirma-se que:
“A escola pode promover práticas pedagógicas que favoreçam a reflexão e a interação do estudante como as demais atividades humanas de natureza cultural e artística.”




Essa cultura participativa deve ser posta em ação na escola, através de projetos, a partir de questões ou situações reais e concretas, contextualizadas, que interessem de fato aos educandos que aprendam a analisar dados. Considerar situações e formar decisões. O educador compartilha com o educando uma aprendizagem com os sentidos. É primordial que o educador se conscientize que através de projetos os educandos têm facilidade e alegria de aprender. Cabe ao educador criar condições para que o projeto caminhe, garantindo o acesso a informações, participação de todos, para que aconteça uma aprendizagem de qualidade.




Assim, temos consciência que o desenvolvimento da cidadania e a melhoria dos padrões de ensino que a escola vem perseguindo durante tanto tempo, são o caminho para a verdadeira “inclusão” e para a verdadeira “democracia.”

REGIMENTO INTERNO DO CONSELHO ESCOLAR

Estado do Rio de Janeiro
PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAGUAÍ
Secretaria Municipal de Educação
Departamento Geral de Ensino

Capítulo I


Da Conceituação

Art. 1º. O Conselho Escolar do Colégio------------------------- constitui-se na organização, de natureza consultiva e deliberativa, sendo o órgão máximo da Unidade de Ensino e é regidos pelo presente Regimento Interno em consonância com a Constituição Federal, a Lei Orgânica do Distrito Federal, as Resoluções do Conselho de Educação do Distrito Federal, a lei nº 3.086, de 5 de dezembro de 2002. tendo em vista o organizado parágrafo II, do art.14, da Lei n° 9394, de 20 de dezembro de 1996, Lei nº 10.172, de 9 de janeiro de 2001 e os parágrafos VI e IX do art. 11 do Decreto nº 5.159, de 28 de julho de 2004, resolve -Nº - 2896-Art. 1° Criar, no âmbito da Secretaria de Educação - SMEC, o Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares.


Capítulo II


Da Composição e Estrutura

Art. 2º. O Conselho Escolar do colégio------------ com sede no prédio-------------- da própria unidade de ensino contando com o apoio logístico de toda a estrutura da escola, compõem-se de 09 (Nove) membros, integrantes dos segmentos da Comunidade Escolar do Estabelecimento de Ensino, distribuídos da seguinte maneira:


I – Diretor e Diretor Adjunto da escola;


II – Representante do corpo docente;


III – Representante da equipe técnico-administrativa da escola;


IV – Representante da equipe de apoio da escola;


V – Representante dos pais de alunos ou responsáveis;


VI _ Representante da comunidade local;


VII _ Representante do corpo discente (8 e 9° anos)



§ 1º - O Conselho terá suplentes por segmento até igual número de titulares eleitos.


§ 2º - O Diretor integrará o Conselho como membro nato e, em seu impedimento, será substituído pelo diretor-adjunto.

Art. 3º O Conselho escolar terá a seguinte organização:


I– O Conselho Escolar poderá ter Comissões de atuação por área específica.
§ 1º Cada comissão terá um coordenador indicado pelo Diretor da escola, ouvindo o Conselho Escolar e respeitada a aptidão do conselheiro para a finidade da comissão.


Os suplentes dos membros efetivos do Conselho escolar poderão participar das reuniões e assembléias com direito a voz e terão direito a voto somente depois de confirmada a ausência do titular.

Art. 4º Caberá ao presidente:

I – representar o Conselho sempre que necessário;


II – dar posse aos conselheiros;


III – acompanhar os trabalhos das comissões, promovendo a integração dos mesmos;


IV – organizar e divulgar junto aos coordenadores, os relatórios das atividades desenvolvidas;


V – convocar e presidir as reuniões ordinárias e extraordinárias do Conselho e as Assembléias Gerais;


VI – convocar os conselheiros para as reuniões do Conselho Escolar informando a pauta das mesmas;


VII – declarar, em sessão do Conselho Escolar, a vaga do cargo de Conselheiro, inclusive por perda do mandato dos seus titulares, após a comunicação do secretário;


VIII – fazer cumprir este regimento;
IX – assinar, com o secretário, as resoluções, correspondências e demais atos do Conselho;


X – registrar o Regimento Interno do Conselho em Cartório.

Art. 5º Compete aos secretários:

I – Secretariar as sessões do Conselho e as Assembléias Gerais;


II – assinar, com o presidente as resoluções e demais atos do Conselho Escolar;


III – colaborar com o presidente na pronta e fiel execução das decisões do Conselho Escolar, assinando, com ele, a correspondência decorrente;


IV – manter atualizado o quadro de presença dos conselheiros às sessões do Conselho, para fins de renúncia, aposentadoria, desligamento da escola ou destituição;


V – superintender a divulgação das atividades e decisões do Conselho Escolar;
VI – manter organizada a documentação do Conselho;


VII – redigir e apresentar as atas das reuniões do Conselho, ordinárias e extraordinárias e das Assembléias Gerais;


VIII – substituir o presidente em seu impedimento

Art. 6º Compete ao segundo secretário substituir o 1º secretário em seu impedimento ou falta às reuniões.

Art. 7º Compete às comissões permanentes de trabalho com a participação voluntária de seus membros efetivos e suplentes, bem como demais membros da comunidade escolar que tiverem sua indicação referendada pelo Conselho Escolar, implementar somente as ações aprovadas pelo Conselho.


§ 1º Estabelecer, entre outras, comissões permanentes para:


I – interação entre o Conselho Escolar, e o Grêmio Estudantil;


II – melhoria do espaço físico da escola;


III – combate à evasão e repetência;


IV – acompanhar o aperfeiçoamento profissional dos trabalhadores em educação;


V – encaminhar soluções com relação aos problemas detectados pelo Grêmio Estudantil. Apresentando formalmente ao Conselho Escolar



Art. 8º Compete ao Coordenador Pedagógico:
I – fazer o levantamento da necessidade de sua comissão junto à comunidade escolar;


II – apresentar relatório e propostas de sua comissão para apreciação do Conselho.



Capítulo III


Da Natureza dos Cargos


Art. 9º Todos os componentes do Conselho Escolar serão voluntários e não remunerados de nenhuma forma, necessário dentre os membros da comunidade o respeito. As atividades e funções pertinentes ao Conselho Escolar, no que se refere aos servidores. terão precedência em relação a outras atividades, embora não possam ser computadas como carga horária de trabalho remunerado ou substituir atribuições pertinentes às funções especificadas.
§ 1º As atividades e funções pertinentes ao Conselho Escolar poderão ser , no caso de professores, com o horário de coordenação , sem prejuízo do trabalho pedagógico.


§ 2º O diretor viabilizará a participação dos conselheiros servidores, sem prejuízo de suas atribuições funcionais.


Capítulo IV


Do processo Eleitoral


Art. 10 Estão habilitados para votar nos candidatos ao Conselho Escolar. Todos os alunos regularmente matriculados no estabelecimento de ensino, com freqüência regular, conforme listagem atualizada emitida pela secretaria;
I – os pais, mães e ou responsáveis legais pelos alunos da escola, devidamente identificados por listagem emitida pela Secretaria da Escola;



Art. 11 O voto será facultativo e secreto, por segmento,.
§ 1º O eleitor que pertencer a mais de um segmento poderá votar mais de uma vez, sendo permitido apenas um voto por segmento.



Art 12 Poderão se inscrever como candidato todos os cidadãos definidos como eleitores, dos diversos segmentos, respeitadas as exigências contidas no art. Desse Regimento.
§ 1º O cidadão definido como eleitor e que pertencer a mais de um segmento só poderá se candidatar por um deles, a seu critério.



Art. 13 O segmento que não apresentar candidatos ficará sem representação no Conselho Escolar até que sejam convocadas novas eleições gerais ou até que se organize eleição específica.


§ 1º O mandato dos novos representantes terá seu termo final na data de conclusão dos mandatos dos demais membros do Conselho Escolar eleitos para aquele período de exercício.

Capítulo V


Do Funcionamento

Art. 14 O mandato dos conselheiros terá duração de 2 (dois) anos, permitindo-se a reeleição consecutiva de seus membros, sujeitas à perda do mandato, quando:
I – deixar de atender às exigências contidas neste Regimento;
II – faltar a três reuniões ordinárias consecutivas ou cinco alternadas, sem justificativa aprovada pelo Conselho.



Art. 15 No caso de perda de mandato de conselheiro, será dada posse ao suplente mais votado, do respectivo segmento, na primeira reunião ordinária do Conselho que ocorrer.



§ 1º Em caso de empate no segmento dos professores, assumirá a vaga de titular o professor mais antigo na escola, nos demais segmentos, caberá ao Conselho deliberar sobre o desempate.



Art. 16 A posse dos membros do Conselho Escolar ocorrerá em até 15 (quinze) dias após as eleições e será dada pelo presidente do Conselho Escolar anterior.


Art. 17 O Conselho Escolar reunir-se-á ordinariamente 01 (uma) vez por mês, em data fixada pelo Conselho, e, extraordinariamente, quando for necessário, por meio de convocação formal, com antecedência mínima de 48 h (quarenta e oito horas):


I – de seu presidente;


II – do diretor da unidade de ensino;



§ 1º Deverá ser afixado e mantido, no quadro de aviso da escola, o calendário das reuniões ordinárias do Conselho, para conhecimento da comunidade.


§ 2º Para convocação das reuniões extraordinárias deverão ser afixados no quadro de aviso da escola, termos de convocação formal, com antecedência mínima de 48 h (quarenta e oito horas).


§ 3º As justificativas de ausências às reuniões deverão ser encaminhadas ao Presidente que as submeterá à apreciação do Conselho.



Art. 18 As reuniões do Conselho Escolar, ordinárias ou extraordinárias, serão abertas à comunidade escolar, podendo ser restrita esta participação quando solicitada pela maioria dos conselheiros presentes.

§ 1º Os membros da comunidade ao participarem da reunião o farão apenas na parte da reunião estabelecida em pauta, sem direito a voto.



§ 2º Eventualmente, a critério do Conselho Escolar, poderão ser realizadas reuniões abertas, extraordinárias, adequadamente divulgadas junto à comunidade escolar, para que todos os interessados participem dos trabalhos do Conselho Escolar.



§ 3º Com critério dos membros conselheiros de cada segmento representado no Conselho Escolar, realizar-se-ão assembléias por segmento com o intuito de embasar os encaminhamentos do segmento à deliberação do Conselho e garantir o caráter participativo deste órgão.



§ 4º Todas as reuniões, ordinárias ou extraordinárias, serão registradas em atas contendo:
I – pauta;
II – deliberações;
III – votos e declarações de voto em separado;
IV – presenças e ausências justificadas.


§ 5º As reuniões deverão ser iniciadas com a leitura da ata da reunião anterior, submetida à aprovação e assinatura dos membros.



Art. 19 As deliberações do Conselho Escolar serão transformadas em resoluções e atos correspondentes, dos quais será dada divulgação em tempo hábil à comunidade escolar e ciência às pessoas diretamente afetadas.



§ 1º Caberá ao Diretor divulgar junto à comunidade escolar as deliberações do Conselho.



§ 2º As pessoas diretamente afetadas pelas deliberações deverão ser formalmente comunicadas pelo presidente, por um membro do Conselho por ele designado ou por comissão constituída pelo Conselho para esse fim.



Capítulo VI


Das atribuições do Conselho

Art. 20 Compete aos membros do Conselho Escolar:


I – garantir a participação efetiva da comunidade escolar na gestão;


II – participar da elaboração da Proposta Pedagógica, garantindo mecanismos de participação efetiva e democrática da comunidade escolar na sua definição educacional;


III – avaliar os resultados alcançados no processo de ensino aprendizagem e sugerir soluções para sua melhoria;


IV – auxiliar a direção na gestão, pronunciando-se sobre questões de natureza, disciplinar e pedagógica que lhes sejam submetidas, visando à melhoria dos serviços educacionais prestados;


V – analisar as representações que lhes forem encaminhadas por alunos, pais, professores, técnicos, especialistas, e demais segmentos da comunidade escolar;


VI – consultar membros da comunidade escolar para esclarecimentos em matérias de sua competência;


VII – aprovar e fiscalizar o cumprimento do Calendário Escolar no que se refere a dias letivos e carga horária previstos em lei, bem como aos eventos previstos;


VIII – auxiliar o processo de integração escola-família-comunidade;


IX – registrar, em livro próprio, suas reuniões e decisões e publicar em local visível, preferencialmente em murais acessíveis à comunidade escolar, as convocações, calendários, eventos e deliberações;


X – denunciar às autoridades competentes as ações e procedimentos inadequados que lhe cheguem ao conhecimento;


XI – aprovar a realização de eventos culturais, científicos, cíveis, comunitários e pedagógicos não previstos no calendário escolar, na Proposta Pedagógica ou no Plano de Ação Administrativa da escola;


XII – promover a elaboração do Regimento Interno do Conselho Escolar, bem como divulga-lo nos segmentos que o compõem;


XIII – convocar Assembléia Geral Escolar dos segmentos, para subsidiar o posicionamento do Conselho;

XIV – estabelecer relação de cooperação, interação, informação com as organizações que representam os segmentos de base de sustentação da democracia, tais como: Sindicatos, Universidades, Faculdades, Associações Sócio/Culturais, e Entidades Públicas;


XV – promover atividades culturais e recreativas, em conjunto com a Direção, e Grêmio Estudantil, que assegurem o cumprimento das atividades curriculares;


XVI – ser representado por seu presidente designado perante órgãos do poder público, em todas as atividades de caráter cívico, educacional, social e cultural;


XVII – Administrar com transparência, junto à comunidade escolar, o processo pedagógico, visando o aprimoramento da qualidade do ensino;


XVIII – estabelecer em conjunto com a Direção e a Coordenação Pedagógica e Orientação Educacional, critério para o funcionamento do Conselho de Classe;


XIX – avaliar e contribuir para o aperfeiçoamento das relações interpessoais no âmbito escolar;
XX – ter relações de cooperação e colaboração com instituições da sociedade civil.


§ 1º Na definição das questões pedagógicas, deverão ser resguardados os princípios constitucionais, as normas e diretrizes do Conselho de Educação do Distrito Federal.



Capítulo VII


Das Disposições Gerais



Art. 21 O presente Regimento poderá ser alterado no todo ou em parte, quando assim exigirem às circunstancias de ordem funcional, disciplinar, administrativa, sendo tais modificações submetidas à aprovação do Conselho Escolar, em reunião convocada para esse fim, com aprovação de no mínimo dois terços de seus membros.


§ 1º Esse Regimento será submetido à Assembléia Geral.



Art. 22 Os casos omissos neste Regimento serão resolvidos pelo Conselho Escolar em reunião, com base nos princípios formadores da conduta cidadã e democrática, e, sendo necessária, mediante consulta ao Conselho de Educação da SMEC.



Art 23 O presente Regimento entrará em vigor na data de sua aprovação pelo Conselho Escolar.


Art. 24 São revogadas as disposições em contrário.


Aprovado na reunião do Conselho Escolar da SMEC dia 25 de Abril de 2007


"O MESTRE ENSINA O SONHO" SMEC 2009



A mediação pedagógica, isto é, a comunicação que promove o conhecimento, encontra-se dentro do mestre e foi construída em seu estado mais puro, a relação é sentida como chave.


O mestre é democrático, tem prazer com a palavra e o silêncio, com a reflexão e a intuição.


O mestre pulsa. O mestre fala baixo, mas às vezes grita, é meio louco mesmo, e esta loucura que há de saber decifrar-se. O mestre é sereno e semeia a paz.


Também o mestre arde, empurra a máquina do mundo e do tempo, revela a face esquecida, expõe raízes e cicatrizes maquiadas.


O mestre fala claro.O mestre é inquieto por dentro, quer transformar porque percebe a mudança e seu efeito benéfico. Ele aproxima-se dos outros e os outros dele. O mestre presta atenção em tudo e em todos. Ao mesmo tempo.


O mestre ouve o coração.O mestre gosta de ler, ler tudo de todas as formas. Lê com os olhos, mão, pé, boca, nariz, imaginação... O mestre gosta de escrever, plantar, cozinhar, brincar, preparar, regar, cuidar, arrumar, limpar, pintar, amar e muitas outras ações que faz cotidianamente. Ele une o trabalho ao prazer, a ética à estética.


O mestre tem utopias, vê o invisível, lembra-se do que não sabe.

O mestre é um ser profético.

O mestre age.

O mestre ensina o sonho.

O mestre cuida dos outros, namora a vida e se encanta com sua beleza.

O mestre encantado fica rindo, desfrutando um sabor novo.

O mestre é aprendiz.


REFLEXÃO

APRENDER A ENSINAR.

Um dos eixos das mudanças na educação passa pela transformação da educação em um processo de comunicação autêntica e aberta entre professores e alunos, principalmente, incluindo também administradores, funcionários e a comunidade, principalmente os pais. Só vale a pena ser educador dentro de um contexto comunicacional participativo, interativo, vivencial. Só aprendemos profundamente dentro deste contexto. Não vale a pena ensinar dentro de estruturas autoritárias e ensinar de forma autoritária. Pode até ser mais eficiente a curto prazo - os alunos aprendem rapidamente determinados conteúdos programáticos - mas não aprendem a ser pessoas, a ser cidadãos.
Com ou sem tecnologias avançadas podemos vivenciar processos participativos de compartilhamento de ensinar e aprender (poder distribuído) através da comunicação mais aberta, confiante, de motivação constante, de integração de todas as possibilidades da aula-pesquisa/aula-comunicação, num processo dinâmico e amplo de informação inovadora, reelaborada pessoalmente e em grupo, de integração do objeto de estudo em todas as dimensões pessoais: cognitivas, emotivas, sociais, éticas e utilizando todas as habilidades disponíveis do professor e do aluno.
Cada um de nós professores/pais colabora com um pequeno espaço, uma pedra, na construção dinâmica do "mosaico" sensorial-intelectual-emocional de cada aluno. Ele vai organizando continuamente seu quadro referencial de valores, idéias, atitudes, a partir de alguns eixos fundamentais comuns como a liberdade, a cooperação, a integração pessoal.
Só podemos educar para a autonomia, para a liberdade com autonomia e liberdade. Uma das tarefas mais urgentes é educar o educador/pai para uma nova relação no processo de ensinar e aprender, mais aberta, participativa, respeitosa do ritmo da cada aluno, das habilidades específicas de cada um.
É importante termos educadores/pais com um amadurecimento intelectual, emocional e comunicacional que facilite todo o processo de organizar a aprendizagem. Pessoas abertas, sensíveis, humanas, que valorizem mais a busca que o resultado pronto, o estímulo que a repreensão, o apoio que a crítica, capazes de estabelecer formas democráticas de pesquisa e de comunicação.
Aprender a ensinar
Só podemos ensinar até onde conseguimos aprender. E se temos tantas dificuldades em ensinar, entre outras coisas, é porque aprendemos pouco até agora. Se admitíssemos nossa ignorância quase total sobre tudo - tanto docentes como alunos - estaríamos mais abertos para o novo, para aprender. Mas ao pensar que sabemos muito, limitamos nosso foco, repetimos fórmulas, avançamos devagar.
Sabemos muito, mas não sabemos o principal. Temos conhecimentos pontuais, mas nos falta o referencial maior, o que dá sentido ao nosso viver. Por que e para que aprendemos? Quando só temos objetivos utilitaristas - como conseguir um diploma, um emprego, ganhar dinheiro - isso concentra nossos esforços, mas estreita nosso raio de visão, de percepção.
Temos visões parciais, que se constroem com dificuldade e estão inseridas numa dinâmica informativa volátil. Se aceitamos isso profundamente e com confiança, poderemos começar a procurar com menos ansiedade, a intercambiar nossas pequenas descobertas, a estarmos mais atentos a tudo, a não acreditar em verdades dogmáticas, simplistas. Perceberemos que a realidade é muito mais complexa do que as explicações científicas e que, ao mesmo tempo, iremos apoiando-nos na ciência para avançar a partir dela sem cair em explicações sem consistência.
Ensinar não é só falar, mas comunicar-se com credibilidade. É falar de algo que conhecemos intelectual e vivencialmente e que, pela interação autêntica, contribua para que os outros e nós mesmos avancemos no grau de compreensão do que existe.
Ensinaremos melhor se mantivermos uma atitude inquieta, humilde e confiante com a vida, com os outros e conosco, tentando sempre aprender, comunicar e praticar o que percebemos até onde nos for possível em cada momento. Isso nos dará muita credibilidade, uma das condições fundamentais para que o ensino aconteça. Se inspirarmos credibilidade, poderemos ensinar de forma mais fácil e abrangente. A credibilidade depende de continuar mantendo a atitude honesta e autêntica de investigação e de comunicação, algo não muito fácil numa sociedade ansiosa por novidades e onde há formas de comunicação dominadas pelo marketing, mais do que pela autenticidade.
Só pessoas livres - ou em processo de libertação - podem educar para a liberdade, podem educar livremente. Só pessoas livres merecem o diploma de educadoras. Necessitamos de muitas pessoas livres na educação que modifiquem as estruturas arcaicas, autoritárias do ensino. Só pessoas autônomas, livres podem transformar a sociedade.



José Manuel Moran

Especialista em mudanças na educação presencial e a distância.


Texto inspirado no capítulo primeiro do livro: MORAN, José Manuel, MASETTO, Marcos e BEHRENS, Marilda. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. 14 ª ed. Campinas: Papirus, 2007, p.12-17